Pasárgada


Aqui não sou amigo do Rei, eu sou o Rei do pedaço. O pedaço de tela onde crio, escrevo e mando. Mando inclusive e principalmente, meus pensamentos, sentimentos, impressões e observações para fora e para dentro não mais do papel, mas do blog.

Pasárgada por que não sou feliz mais lá no mundo que não  me dá subsídios para encontrar com minha substância aqui registrada na mais pura tradução de pensamentos em letras, palavras, parágrafos, textos e pensamentos que ás vezes podem fazer você até parar para ler e pensar.

Aqui o céu é mais azul no branco pulsante da tela que generosamente aguarda minhas ás vezes, aguadas mágoas mas principalmente funciona para expor o meu interno. 

Pasárgada porque aqui fora não está dando mais mesmo eu dando tanto. A insensatez e indiferença que ignora e segrega o diferente, que não mais se seduz com o raro, que nos quer commodity. 

Aqui terei a musa que quero e na pauta que escolherei. E esta musa será tão somente o que me seduz a escrever. Um espaço onde não importa o tamanho, o número mínimo ou máximo de caracteres. Um espaço tão ilimitado que se situa bem além deste mundo obcecado por medidas, números e medidas. Um mundo que esqueceu que a precisão está no conteúdo e não na forma, afinal isto é um absurdo sem tamanho.

Para este novo espaço parto apenas com minha bagagem cultural em grande parte composta pela cultura pop mas também anárquica com seus pensadores que classicamente construiram o moderno que se transformou em eterno no nosso imaginário. 

Se você chegou até aqui, agradeço. Se quiser parar por aqui, entendo mas fique sabendo que eu estou apenas começando neste primeiro post. E agora que peguei o gosto, não pretendo parar tão cedo. 

Críticas e elogios serão recebidos com a minha mais especial "cara de paisagem", pois o que é feito aqui ao contrário de quase tudo que já escrevi, não é criado para agradar gregos e troianos mas simplesmente aquele menino de 13 anos que se conectava verdadeiramente na junção da caneta com o papel e acreditava poder transformar este prazer em uma forma de viver. 

Hoje depois de tanta estrada percorrida talvez tenha chegado ao meu destino em Pasárgada juntamente com a conclusão que mais do que ser possível ganhar a vida escrevendo a minha realidade é que só me sinto ganhando vida escrevendo. 

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